Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009.

Em Escola do Rock (2003), durante uma cena na sala de aula, o personagem de Jack Black acusa a influência da mídia sobre a música, em especial o Rock And Roll. Com considerável exagero e significante falta de ponderação, a tese tem o incrível poder de, no final das contas, fazer algum sentido. Não são exatamente essas as palavras – afinal, faz um bom tempo que vi esse filme -, mas é mais ou menos assim:

“Vocês querem aprender? Pois eu vou ensiná-los algo valioso. A lição de hoje é ‘o cara’ [The man]. Pois ‘o cara’ está em todos os lugares. ‘O cara’ está na sua casa, no seu emprego e nas ruas. ‘O cara’ está no final desse corredor. Ele nunca está satisfeito. ‘O cara’ quer acabar com tudo o que você tem, tudo. Assim, ‘o cara’ derrete geleiras, desmata a Amazônia, fabrica bombas e inventa guerras. Quando nada podia ser pior, ‘o cara’ ainda cria um negocinho chamado MTV.

E assim a música se vai. Nossos sonhos, nosso espírito. Os desejos de transbordar todos os sentimentos e emoções num solo de 2 minutos. Final. ‘O cara’ acaba com tudo. Pois assim é a vida, levem essa lição para a casa. A vida é uma droga”.

Posso estar ter escrito coisa demais e esquecido outros detalhes, mas a essência do discurso de Black é exatamente esse. No início vimos a MTV dando suporte a antigos e esquecidos cantores, isso através de Unplugged’s e aparições na sua premiação anual de clipes. Hoje, a realidade é bastante distinta. Tanto que, já há alguns anos, o canal extinguiu os clipes, tendo uma programação recheada de reality shows e programas de formato Quiz.

A MTV como maquinário publicitário e potencial lucrativo é uma realidade indiscutível. Todavia, onde fica o valor intelectual e até mesmo histórico do canal? Antes de qualquer coisa, lembre-se: estamos falando de um veículo de comunicação. Pouco me importa se é ESPN, Capricho ou Tititi. Responsabilidade social deve fazer parte de sua conduta de ética. E, na MTV, vejo essa primordial característica de um formador de opinião “deixada meio de lado”.

É aí que entra a VH1.

Não que o citado canal seja um modelo de boa programação. Muito pelo contrário, lá também são exibidos reality shows de péssima qualidade (com o perdão do pleonasmo) e horrorosos programas enlatados dos Estados Unidos e from UK. Porém, observo na VH1 uma visão nostálgica e pop cultural melhor planejada que na MTV. E boa parte dessa irrisória vantagem (se é que isso existe) deve-se as suas hilárias vinhetas.

Sim, é verdade que as vinhetas são usadas de forma sarcástica, é verdade que elas subliminarmente retratam as esquisitices e bizarrices vividas nos anos 70 e 80 e é verdade que essa utilização desvairada ridiculariza uma significativa era do pop art e da música. Mas, tirando isso, as vinhetas são animais.

A começar pela seleção das músicas. Creio - e prefiro acreditar - que os produtores da VH1 não se preocuparam em marcar o espectador somente pelo visual dos clipes, mas também pela sonoridade. A grande maioria dos trechos é de canções que, de uma forma ou outra, marcaram. Pra resumir, é aquela música chiclete que faz você pensar: “já ouvi essa merda, só não sei onde, quando e não faço a menor idéia de quem canta.”. E estamos aqui para isto.

Com o auxílio de um indispensável aliado, o Vídeo-Cassete (ainda tem hífen?), passei algumas horas assistindo os comerciais da VH1 e gravando vinhetas. Mais algumas horas para decupar a fita, anotar trechos da músicas e pesquisar no Google seu cantor e título. Tudo isso para que? Para descobrir que no Youtube já haviam todas as vinhetas à total disposição.

Essa tal Internet vai longe.

Uma das vinhetas mais repetidas é a grande pérola de refrão minimalista do Trio. Aliás, o Trio é pioneiro na arte de fazer um refrão de sucesso que não quer dizer coisa nenhuma. O grupo alemão fez muito sucesso em 1982 com uma das mais estranhas músicas que se tem na história. Inclusive, a pérola ganhou uma versão em português: “Dá beijinho nas meninas? Dá, dá, dá…”.

Da Da Da deu tão certo que ela foi parar num comercial da Pepsi. Convenhamos: uma verdadeira afronta a Sá e Guarabyra.

Quando John Travolta disse para Olivia Newton John que, apesar do sucesso gigantesco de Grease, ela não devia largar a música, ficou claro que fazer uma continuação de Embalos de Sábado a Noite não seria sua maior burrada. No clipe de Physical Olivia Newton John é uma mistura de Donna Summer com Mark Knopfler.

Música bastante adequada para você ouvir enquanto malha. Só não deixe ninguém saber disso.

Direto do auge do New Wave oitentista, o Bow Wow Wow deu sua mensagem: I Want Candy. Mas, calma lá, o Bow Wow Wow merece um parênteses.

Nelson Motta definiu bem esse estilo Men At Work e New Romantic. Algumas bandas querem deixar uma mensagem. Outras, querem emocionar. Também há as que somente querem ganhar dinheiro. E, por último, há o Bow Wow Wow. Uma banda que apenas que tocar Rock And Roll despretensioso.

E dane-se o que acharem disso.

Groove Is In The Heart é um belíssimo exemplo de som que voltou a ativa depois de uma repaginada. O que era brega, tornou-se cult. E o Deee-lite acertou em cheio aproveitando a nova febre que sua principal canção causou na metade dos anos 90.

Em 1991 o grupo tocou durante o Rock in Rio. O lendário baixista Bootsy Collins, membro do Rock and Roll Hall of Fame e do Parliament-Funkadelic há um bom tempo, fazia parte dessa banda que foi um verdadeiro marco para a popularização da house music.

Um dos grandes -  talvez o maior - aborto da década de 80. Pouco antes de comprar os direitos das músicas escritas por ele, Michael Jackson decidiu chamar Sir Paul McCartney para um dueto. Não satisfeitos com a atípica junção, os excêntricos decidiram que o clipe seria rodado no melhor estilo Western. E lá foram eles.

Say. Say. Say., como não podia ser diferente, fez um enorme sucesso - mas não tanto quanto The Girl Is Mine, a primeira parceria da dupla. A Billboard listou Say. Say. Say. como umas das 35 maiores músicas de todos os tempos. Um pequeno exagero, diria eu.

O clipe, olha, é vexatório. Nunca imaginei Michael Jackson e Macco passando creme de barbear juntinhos. Mas, vá entender os gênios…

Verdade que ainda faltam algumas vinhetas. Mas, como avisado anteriormente, há no Youtube alguns canais com – senão todas – a maioria das vinhetas do HV1. consta o nome da música e o seu cantor.

Eis uma verdadeira mão na roda para quem fica horas quebrando a cabeça tentando lembrar o nome da canção naquele estranho clipe que aleatoriamente surge na programação do canal.

Tipo, nós.

¹ Vendo: Monitor Samsung SyncMaster 730MP LCD/TV 17 polegadas.

² Feliz 2009!

Fred Fagundes

Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008.

Foi um 2008 e tanto. E a publicação do QMaT foi uma das minhas grandes conquistas. Tratava-se de um projeto antigo que estava engavetado e  - quase - empoeirado. Desde a estréia, em 5 de maio com o post “Do Canachuê à Tangerina”, até a última terça-feira, foram 108 posts e 3.487 comentários. Isso nos leva à média de aproximadamente 33 comentários por post. Nada mal.

Fechamos o balanço anual com saldo positivo. Mesmo não sendo seu foco principal, o QMaT anunciou para grandes empresas como Axe, Toshiba e Wal-Mart. Foi citado na matéria da Época, indicado ao prêmio de melhor Blog de Cinema, Música e TV do Best Blog Brazil e, o melhor de tudo, manteve um público fiel de leitores e assíduos comentaristas.

Um blog é considerado bom pelo nível seus visitantes. Não basta ter milhares de acessos, o complemento do post está muitas vezes nos seus comentários. Temos um público interessado, que não comenta por comentar. E isso, acreditem, é uma puta vantagem quando comparado com outros blogs.

Assim, influenciado pelos famigerados recessos de fim de ano e ainda embriagado com as uma vez memoráveis comemorações natalinas, entrei na onde retro e decidi reunir os - por mim considerados - melhores posts do QMaT em 2008 num único artigo.

Sete é o número. Pra variar.

Meme: meu jogo inesquecível

“Blog que é blog tem que criar um meme, certo? Certo. E o Quem Matou A Tangerina, no dia que completa 16 dias de vida - mas com corpinho de duas semana -, lança o seu: “Meu jogo inequecível”. Uma partida de futebol que marcou sua vida, que te fez chorar de emoção e/ou desespero, jogar a televisão pela janela, essas coisas.

13, 14, 15

“Coincidências ocorrem o tempo todo. Sou cético em relação a isso. Acho que essas coisas apenas acontecem, distante de ser algo sobrenatural. Principalmente as coincidências inevitáveis sem nenhum significado especial. Mas uma descoberta recente chamou minha atenção.”

As 7 coisas mais legais dos anos 90

“Gosto muito de dizer que filmes, músicas e livros dos anos 80 formaram meu caráter. Mas isso é lenda. Como sou de 85, a minha real década foi a de 90. Sou, digamos, herdeiro dos adventos da democracia, globalização e capitalismo global. Vi também Romário, Senna e a popularização do computador e da Internet.”

Lost in Translation

“Tem coisa pior que encontrar um conhecido e não saber se ele lembra de você? Tem. O conhecido lembrar de você mas desconfiar que você não. Volta e meia o ser humano encontra-se nesse inevitável paradoxo de sua existência. Os minutos seguintes ao encontro costumam ser absurdamente constrangedores. Eu sei como é.”

Quem foi Layla?

“Inglaterra, algum dia de janeiro de 1967. Uma parede da estação metroviaria de Islington amanhece pixada. O ato, de mais puro vandalismo, não trata-se de mais um manifesto contra-guerra de jovens ingleses. Tampouco mais uma crítica dos skinhead, movimento que começava a ganhar forças em Londres. É sim a maior demonstração de idolatria que um músico já havia recebido. Na parede branca a tinta do spray preto afirma: ‘Clapton is God’.

Um mostro…

“no Taco. Talvez eu tenha sido a maior promessa do taquismo amador matogrossense nos últimos 30 anos. Ao lado de meu leal parceiro Cebeve - sigla para Cabelo de Boneca Velha -, tive uma louvável carreira de 137 partidas, sendo 133 vitórias, três cancelamentos devido a bolinha perdida e uma única derrota. A mais dolorosa e sofrível derrota desde o Maracanazo.”

http://www.jogos.antigos.nom.br/tacos.asp

O dia que encontrei Marty Mcfly

“Aquela cafeteria não é como eu imaginava. Não há máquinas de videogame, robôs atendentes ou garrafas de Pepsi surgindo no balcão. Vejo apenas um velho Lou contando os dias para sua aposentadoria. E um cabisbaixo cliente.

Aí tem material para perder meia hora fácil. Obrigado pela visita, leitura e bom último final de semana de 2008.

Aposto que isso você não tinha ouvido ainda.

Fred Fagundes

Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008.

A Polícia Rodoviária Federal alerta para os perigos nas estradas nesse fim de ano. Com o objetivo de reduzir o número de acidentes, alguns cuidados precisam ser tomados antes de você pegar a estrada: revisão do veículo, conhecimento do caminho a ser percorrido, obter referências sobre possíveis obstáculos e, principalmente, uma trilha sonora adequada.

Exato. Uma bela coletânea para curtir na estrada é essencial. A não ser que você queira percorrer alguns milhares de quilômetros ouvindo rádios mal sintonizadas ou um CD intitulado “Top 10 do Forró 2008” comprado de última hora num posto de gasolina.

As sugestões abaixo foram escolhidas a partir de um singelo critério: são canções que te fazem pisar fundo. Não que eu esteja incentivando a imprudência no transito, longe disso. Mas algumas músicas te dão a sensação de estar na Route 66 dirigindo um Dodge Charger 68 enquanto, na verdade, você está na Freeway num Pálio Fire quase quitado.

AC/DC – Thunderstruck

A essência do Rock and Roll e a alta voltagem do AC/DC deixam qualquer estrada sublime. É o som para começar a viagem. Quando Brian Johnson libertar o primeiro verso da canção, seguido pelo cartão de visitas do baterista Phill Rudd, você se imaginará sobrevoando uma rampa em slowmotion.

Sem contar que você vai roncar o motor do carro junto com os gritos na metade do terceiro minuto

David Bowie – Rebel Rebel

Baladinha, boa para a digestão depois de almoçar um espeto corrido e tomar caldo de cana. O riff – que já foi tema de um VT da Pepsi – é levemente empolgante. Bowie me lembra muito o Mick Jagger nessa música. Ganhou uma versão porca do Seo Jorge que nem merece ser lembrada.

Sua namorada também vai gostar. Se não, entupa-a de dramim.

Deep Purple - Highway Star

“Ninguém vai pegar o meu carro / Eu vou pisar fundo / Ninguém vai vencer o meu carro / Ele vai romper a velocidade do som”. Com essa letra não preciso dizer mais nada.

Bateria frenética e o solo despretensioso. Rock and Roll, modafóca.

Dire Straits - Sultans Of Swing

A guitarra inconfundível de Mark Knopfler não tem momento mais propicio para ser apreciada do que na estrada. E não me venha com a versão do System of a Down, favor respeitar os clássicos.

Vale até lembrar que era esse o tema da novela Os Gigantes, mas System of a Down não, por favor.

Van Halen – Can’t Stop Lovin’You

O som empolgante do Van Halen vale uma BR com pista duplicada. Se tem uma hora para você acelerar, meu amigo, é agora. De preferência feche os vidros para não perder nenhum detalhe genial de Eddie Van Halen.

E se você for encontrar sua namorada ou coisa parecida, cante.

The Who - Baba O’Riley

Uma das mais hipnotizantes músicas do The Who, cabe perfeitamente para o percurso noturno. Sua primorosa introdução eletrônica vai fazer você reparar nas luzes, estrelas e segredos que as estradas guardam a noite.

Nossa, gastei na filosofia agora.

Duran Duran - Ordinary World

Nem toda a viagem precisa ser porrada, certo? E se você quiser relaxar, que seja do modo certo. O clássico do Duran Duran nos faz refletir sobre muitas coisas, só que não me vem nenhuma na cabeça agora.

Música com potencial, forte e marcante. Passível de trilha sonora da viagem.

É claro que somente 7 músicas não vão adiantar muita coisa. Por isso - e para evitar que você fale que não  ganhou nada meu nesse Natal - preparei um playlist que está disponível para download nesse link. São 44 canções que vão de Men At Work, Journey, Santana, Cat Stevens, Boston até Toto.

Bom download. E boa viagem.

¹ Não esqueci de Born To Be Wild. Só tentei fugir desse clichê.

² Post com a indispensável ajuda de Dorly Neto.

³ Manhê, to na capa.

Fred Fagundes

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008.

Esse final de semana finalizei as comprar de Natal. Entre empurrões, cotoveladas, jingles irritantes e crianças histéricas esparramadas pelo chão do Shopping uma visão me fez parar por alguns minutos: o tal Winning Eleven: Pro Evolution Soccer 2009.

Tchê, como essas coisinhas evoluíram.

Há muito, muito tempo existiam os games em cartucho. Não era qualquer um que podia pirateá-los. Logo, você tinha duas opções: comprar uma versão made in china no camelô ou alugar o game na locadora (aposto que você nem lembrava mais que alugávamos games em locadoras).

O problema é que a maioria das locadoras tinham apenas um exemplar do jogo. Alguns eram disputadíssimos, principalmente os melhores de futebol. E estamos falando deles. Para começar, o que considero do pai de todos os jogos de futebol: Elite Soccer.

A jogabilidade é tão absurda quanto única. Ele só fornecia um tipo de visão, onde você controla os jogadores de frente e costas. Não há opção de passes, só chutes. Contudo, uma opção interativa mexeu com a gurizada na época de seu auge, lá por 1993: era possível alterar o uniforme e o nome dos jogadores. E, cara, isso era maneiro.

Os gráficos estranhos e a jogabilidade eram os pontos fracos. Mas, como até hoje os jogos de futebol exigem, nada como algumas horas para se acostumar tornar o jogo simples.

Ele também sugeria a opção Futsal, algo que não lembro ter visto em outro game. Havia um macete de gol que era barbadíssima: você tinha que cobrar o tiro de meta no limite da pequena área em direção ao meio de campo. Sempre tinha um cara ali que chutava de primeira e fazia o gol.

Depois do merecido fracasso alcançado com o horroroso Megaman’s Soccer, a Capcom surgiu com um game pior ainda. É ruim, mas ruim demais. Porém, vai entender, ao mesmo tempo era divertido. Trata-se do Capcom’s Soccer Shotout.

A jogabilidade, como a maioria dos jogos da época, é ruim e o gráfico horroroso. Isso deixava o jogo ainda mais difícil. Não marcou época e é totalmente justificável. Disputou espaço com bons jogos de futebol, por isso era fácil demais encontrá-lo na locadora.

Ponto positivo: o modo pênalti era maneiro. A visão era das costas do goleiro, diferente da maioria dos jogos que, até hoje, preferem a visão do gol de frente. Ponto negativo: todos os restantes.

E repare que a bola era quase do tamanho da perna do jogador.

Por esse jogo eu tenho um carinho especial. Foi a última fita que eu aluguei em Laguna (SC) antes da mudança para Cuiabá (MT). Vejam você, eu gostava tanto da locadora, mas tanto, que não devolvi a fita e trouxe ela comigo. Bonito isso, não?

Foi um dos primeiro games da inigualável franquia de futebol da FIFA. O FIFA Soccer 1994 tinha um gráfico mais robusto e uma proposta que sugeria a diversão do gamer. Verdade que os jogadores pareciam pedacinhos de madeira uniformizados, mas os gols de fora de área e as pontes dos goleiros eram um show a parte.

Outro destaque do FIFA 1994 era a torcida. Incrível trabalho áudio visual, onde os torcedores vibravam a partir da sua disposição em campo. Muito bem construída, ficou marcada para mim como uma das melhores torcidas para qual joguei. E não é média de jogador, não.

Claro, não havia chutes especiais, lançamento ou dribles maravilhosos. Mas a simplicidade do game acabou caindo no gosto de muitos, tornando-o um sucesso durante curto período. Até hoje merece ser jogado de vem em quando. Mesmo que seja para rirmos da bizarrice que nos divertia outrora.

Assim como o Winning Eleven, esse próximo game caiu no gosto da pirataria. Por ano, no mínimo umas 7 versões eram lançadas. Discutiremos somente a mais popular, responsável por dezenas de campeonatos que varavam a madrugada e também por trabalhos escolares entregues com atraso. International Superstar Soccer… [ECO] Deluxe[/ECO]!

É, sem contestação, o jogo de futebol mais popular do Super Nintendo. Ele possui elementos que nenhum outro jogo havia disponibilizado, como dribles e transformar o juiz num cachorro.

A jogabilidade é bastante simples, mas altamente fiel ao movimento dos jogadores. O cansaço dos jogadores representados pela cor da bolinha também era um show a parte. Se o desgaste era muito grande, o atleta ficava com as mãos no joelho e mal conseguia se mover em campo.

Chutar a bola no fotógrafo, a narração em espanhol (?), os jogos na chuva e na neve, o Allejo, esses pequenos mas significativos detalhes fizeram – e fazem – o International Superstar Soccer um dos melhores jogos de futebol para vídeo-game.

Winning Eleven 2009? Não sei. Custava R$139,00. Mas parece ser legal.

Continuo com o meu WE 2006 por aqui. Foda é jogar com Tuta e Marcel no ataque.

¹ Claro que alguém vai discordar dessa lista. Assim espero.

² Dica para quem deseja matar a saudade desses clássicos: o Snes Classics oferece centenas de Rom’s e Emuladores.

³ Férias! Um post por dia, como nos velhos tempos? Tentarei. :)

Fred Fagundes

Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008.

Ok, talvez eu até seja um pouco suspeito para falar. Mas é muito gratificante ver o crescimento da campanha Natal dos Blogueiros (que já foi Papai Noel Blogueiro, Adote uma Carta e Natal dos Correios). Num meio tão egocêntrico e vaidoso, bondade cai bem.

O Natal dos Blogueiros foi criado em 2006. Já havíamos gravado o Papai Noel de Rua quando soubemos da campanha dos Correios. Em parceria no nosso antigo patrocinador gravamos um vídeo que repercutiu muito bem na blogosfera, pois tratava-se de uma ação pioneira. Além disso, muitas pessoas só ficaram sabendo que podiam adotar essas cartas através do vídeo produzido, sendo assim agradecidas pela divulgação.

No ano seguinte a idéia foi expandir a campanha para outros municípios. Surgiu a opção de cada blogueiro gravar um vídeo adotando sua cartinha. Quem não tivesse como comprar um presente poderia ajudar somente linkando a campanha – não o blog. Todo esforço era válido. O vídeo contou o apoio de muitos blogs e gerou mídia espontânea em diversos veículos de comunicação.

Em 2008 a fórmula não é diferente. Formadores de opinião da blogosfera se reuniram não somente para participar da campanha, mas também para incentivar seus leitores a fazerem o mesmo.

Impossível fugir do clichê nesses casos. Mas, mesmo assim, evito deixar de lado meu pedido para que você também compartilhe esses gestos de bondade. Pesquise sobre campanhas sérias nesse Natal. Ajude quem precise. Algumas vezes, nem é preciso presentes. Talvez um gesto, um sorriso ou um abraço transforme o Natal de alguém.

Não projete milagres. Construa-os.

¹ Eu não entendi a piada do Diogo Portugal. Ou ela é muito ruim mesmo.

² DJ Raphael Mendes cada vez mais parecido com a Edinanci Silva.

³ Pesquisa: Os Mais ou Menos de 2008.

Fred Fagundes

  • Já fui office boy, operador de CPD, diagramador de jornal e estagiário em emissora de TV. Na faculdade fiz um documentário, dois zines e professores chorarem. Considero futebol cultura. E De León melhor que Figueroa. Maragato, 23 anos e um poço de sinceridade.